Qua, 11 Set
9:30
a Sáb, 26 Out 2019
13:00

Palácio Landal

Gratuito



Exposição

Cartografia Sentimental

Cartografia Sentimental é um projeto expositivo híbrido, que explorará a relação das pessoas com a cidade, nomeadamente, com a zona histórica
Cartografia Sentimental é um projeto expositivo híbrido, que explorará a relação das pessoas com a cidade, nomeadamente, com a zona histórica, criando tangentes a questões como a Topofilia, das cidades que se modificam todos os dias e de como transformamos espaços em lugares.

Este projeto expositivo, que na verdade constitui-se de uma série de exposições que se irão modificando como resposta ao público, ao movimento e ações das pessoas na rua, aos acontecimentos que decorrerem durante o período em que estiver em exibição.

Na senda dos projetos de rua Quase um Mapa, de Paul Hardman e Guerrilha Urbana, de Ricardo Correia e Rita Grade, que apresentámos no 1º trimestre, vamos expor os resultados desses projetos e os resultados obtidos, lançando a discussão sobre “Locais Afetivos em Santarém” e “Pelo que lutarias na tua cidade?”, na continuação da Exposição de Artes Digitais, Terra, Água, Ar, de André Sier, Boris Chimp 504, Sonoscopia e José Freitas, onde pretendemos ter um outro olhar sobre a relação das pessoas – neste caso, habitantes de Santarém – com o passado, presente e futuro da cidade.

A Santarém do Futuro são as pessoas. Para além da visão estratégica e política, que decorrerão de outros fóruns de discussão e decisão, queremos utilizar a arte e a cultura para humanizar espaços, aumentar a participação cívica, criar cidadãos preocupados, mas sobretudo ativos na construção de pequenos muitos, que construirão um todo melhor – criar pensamento, que gere das palavras, ações e assim, continuar a questionar todas e todos sobre:

As formas de nos relacionarmos melhor com a nossa cidade e com a nossa região;

Como podemos dar um sentido a espaços que estão em permanente construção, tornando-os lugares e não um sentimento de cidade inacabada;

Ver e construir uma nova urbe, com experiências que aproximem a comunidade Scalabitana não pelos interesses semelhantes, mas pela capacidade de construir e experimentar em conjunto.

No dia 5 de agosto a exposição aumentou com a instalação Quercus faginea Lam. de Carla Cabanas, uma intervenção sobre impressão a jato de tinta/várias dimensões. O projeto Quercus faginea Lam. é desenvolvido especificamente para o Palácio Landal, e adota o formato de uma instalação que é composta por um conjunto de fotografias de épocas distintas. As imagens provêm do arquivo “Eu Gosto de Santarém”, retratam os habitantes locais no desenvolvimento das suas atividades quotidianas e assumem o formato das folhas da árvore Quercus faginea / Carvalho-português, que é uma espécie autóctone da região.

O projeto invoca o cair sazonal das folhas, relacionando-as com as várias gerações de pessoas que viveram ou visitaram Santarém.

Assim como as folhas acompanham o decorrer das estações, mudando cor e caindo no chão, as fotografias espalham-se nas salas do palácio e reportam-se a tempos diferentes. Relacionando o ciclo das estações com os ciclos de vida, a forma e a imagem partilham uma lógica comum que se desenvolve em torno da passagem do tempo.

Patente ao público até 26 de outubro.

Horário 2ª a 6ª 09:30 - 12:30 e 14:00 - 17:30, sáb 10:00 - 13:00 | Encerra Domingo e Feriados