Convento de São Francisco

A sua fundação remonta a 1242, integrando-se na corrente “mendicante”, visível na amplitude do espaço, vãos altos assentes em pilares finos e ornamentação escultórica rara e sóbria. O edifício possui na sua estrutura sinais marcantes das várias épocas, do gótico ao barroco, passando pelo manuelino e renascença. Do período inicial restam boa parte da volumetria e os elementos estruturais mais importantes.

Ao longo dos séculos o mosteiro foi sucessivamente alterado por novas campanhas artísticas, como no claustro, na transformação radical do cruzeiro e em diversas capelas do interior da igreja, das quais restam elementos decorativos de grande qualidade, como o arco renascentista da Capela de Santa Ana ou a traça maneirista da Capela das Almas, panteão dos Meneses e obra do arquiteto Pedro Nunes Tinoco. Na nave central, encontra-se o coro alto, patrocinado pelo rei D. Fernando para albergar o seu próprio túmulo e o de sua mãe, D. Constança (séc. XIV). Esta estrutura é marcada por um exuberante programa decorativo que contrasta com a simplicidade do resto da igreja gótica.


Rua 31 de Janeiro, 2000-014 Santarém
243 304 652 | geral@cm-santarem.pt
3ª a dom. 09:00 - 12:30 e 14:00 - 17:30 | Encerra segunda e feriados (excepto feriado municipal)


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PRÓXIMOS EVENTOS
Qua, 27 Nov
10:00

Convento de São Francisco


Oficinas/Masterclasses Pensar faz sombra Aldara Bizarro e Dina Mendonça
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Pensar faz sombra
A partir da alegoria da Caverna do livro A República de Platão e das suas várias interpretações, Pensar Faz Sombra explora o significado das sombras através de uma composição de exercícios que se situam no cruzamento entre a Dança e a Filosofia, de modo a criar uma experiência de reflexão sobre como interagimos com as sombras, as nossas e as dos outros, e o que fazemos com elas.

Biografias

Aldara Bizarro

Nasceu em 1965 em Maputo. Estudou dança em Luanda, Lisboa, Nova Iorque e Berlim. Como intérprete trabalhou com Paula Massano, Rui Horta, Paulo Ribeiro, Francisco Camacho e Madalena Victorino.

Começou a coreografar em 1990 com a peça me my self and Influências, premiada no IV Workshop coreográfico da Companhia de Dança de Lisboa. Desde então, assina as suas peças, que têm sido apresentadas nas melhores salas do país destacando a trilogia Love Series, O Encaramelado, Uma Bailarina..., A Preguiça Ataca?, A Casa, Projeto Respira, Cara, O Baile e A Nova Bailarina, a última distinguida pelo jornal Público como uma das melhores peças de 2011. Como formadora trabalhou com o Fórum Dança, Escola Superior de Dança, Centro Cultural de Belém, Fundação Calouste Gulbenkian, Centro Cultural Vila Flor, Artemrede, SMUP e outras instituições nacionais. Foi diretora artística de Jangada, uma estrutura de dança financiada pela Direção Geral das Artes durante 16 anos.

Atualmente desenvolve projetos para jovens e para a comunidade, cruzando a dança com outras artes, com enfoque na componente artística, social e pedagógica.

Dina Mendonça

Investigadora do Instituto de Filosofia da Linguagem da Universidade Nova de Lisboa onde trabalha sobre a Filosofia das Emoções (www.mendoncaemotion.com). Mestre em Filosofia para Crianças (Montclair State University, EUA) e doutorada em Filosofia com tese no filosofo e pedagogo John Dewey – A Anatomia da Experiência (University of South Carolina, EUA). Tem trabalhado em vários projetos pedagógicos introduzindo a Filosofia para Crianças, nomeadamente em relação com o processo artístico.

Ficha Técnica

CONCEPÇÃO E REALIZAÇÃO: Aldara Bizarro e Dina Mendonça

Oficina | Público-alvo: Jovens e Adultos | Duração 03h00 | Preço gratuito

Qua, 27 nov às 10h00

Local: Convento São Francisco
Sex, 29 Nov
10:00

Convento de São Francisco


Oficinas/Masterclasses/Artes de Rua/Artes Plásticas Caça-Texturas Miguel Horta
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Caça-Texturas
Munidos de grandes folhas de papel, lápis de cera e barras de grafite, os participantes desta oficina partem em busca de texturas e sinais pelas ruas e paredes da cidade, em lojas, em jardins e em praças. Nessa busca, caçam-se baixos-relevos de motivos variados ou texturas naturais.

No fim da manhã, reúne-se a coleção que se conseguiu “caçar” nas folhas de papel, falando sobre a sua origem e função. E porque não montar uma exposição? Os participantes são convidados a procurar e descobrir uma cidade invisível, estimulando o olhar atento e a sua relação com o desenho.

Biografia

Miguel Horta, 1959. É um Pintor que se dedica à partilha e comunicação com o Outro, daí que a sua intervenção se estenda à mediação cultural (museus, bibliotecas públicas e escolares, bairros problemáticos e estabelecimentos prisionais, ruas e praças). Horta é ainda autor/ilustrador de literatura infantojuvenil (Pinok e Baleote- PNL, Dacoli e Dacolá-PNL e Rimas Salgadas - PNL). Escreveu a peça Retratinho de Amílcar Cabral (Teatro Mosca) e Logo à noite no lago Van (CAM/Fundação Calouste Gulbenkian). Com Aldara Bizarro construiu o espetáculo Baleizão, o valor da memória (em circulação). Contador de histórias, intervindo em contextos muito variados, frequentemente de exclusão, narrando com regularidade nas Palavras Andarilhas. Apresentou, recentemente, o espetáculo de narração oral Arribalé! (residência artística no O Espaço do Tempo). Formador na área da mediação leitora e mediação junto de necessidades educativas especiais. Integrou o projeto 10x10 do Programa Descobrir/ Fundação Calouste Gulbenkian, onde exerce com regularidade a sua atividade de mediador de museu nos diferentes núcleos museológicos. Em 2012 expôs “Troncos e marés” na Galeria Appleton Square (2012). Representado em diversas coleções de arte contemporânea, nomeadamente na coleção moderna do Museu Gulbenkian. Em outubro deste ano apresentou em conjunto com o A. E. S. Gonçalo (Torres Vedras) o projeto/laboratório Dilfícil Leitura, mediação leitora inclusiva, no Folio/Educa (Óbidos).

Ficha Técnica

Pintor e Mediador Cultural Miguel Horta

Oficina, Artes plásticas (desenho), intervenção urbana (artes de rua) | Classificação Etária M/7 | Duração 02h00 | Preço gratuito

Sex, 29 nov às 10h00

Local: Convento São Francisco