Exposição

Sex, 17 maio
18:00
a Sex, 14 Jun 2024
18:00

Biblioteca Municipal de Santarém/Casa-Museu Anselmo Braamcamp Freire


Exposição Meditando ao luar com Braamcamp Freire Exposição de pintura e instalações picturais
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Meditando ao luar com Braamcamp Freire
Exposição de pintura e instalações picturais “Meditando ao luar com Braamcamp Freire”, trabalhos da autoria de José Quaresma

Sex, 17 Mai., 18h00 – inauguração

Seg a sex, 09h30 às 18h00 I Casa-Museu Anselmo Braamcamp Freire - Biblioteca Municipal de Santarém

Patente até 14 de junho

“Meditando ao luar” com Braamcamp Freire

A interligação da minha pintura com diferentes espaços museológicos, instalando-a em Lisboa, Évora, Porto, agora nesta bela Casa de Braamcamp Freire, em Santarém, daqui a três meses em Arraiolos, futuramente noutros Museus e Casas-Museus, tem a sua ancoragem numa experimentação levada a cabo há muito tempo, nos “verdes anos” de jovem artista e estudante. Como se tem verificado pelas diversas exposições e catálogos que disponibilizo, as propostas visam sempre a apropriação criativa de obras de arte, temas, objetos, ou espaços, contribuindo para uma modificação localizada e subtil de alguns “recantos” que caracterizam estes lugares expositivos.

A entrada em museus com o propósito simultâneo de contemplação artística e de investigação (mesmo que esta se caracterize por realização de “cópias” dos artistas que nos fazem “cativos”, durante as faixas etárias propícias a essa assimilação “picada” pelo espanto), produz muitas réplicas no nosso espírito e na nossa atividade como artistas, sempre inquietos na procura de um “cais” no caudal imemorial do rio que é o elemento pictural. Desta maneira nos vamos diferenciado dos cais anteriores onde já ancorámos e instalámos cavaletes e outros dispositivos da prática da pintura, da instalação e do desenho.

Há cinco anos, em 2019, iniciei uma nova fase da minha atividade criativa, dando, porém, continuidade a uma prática artística que havia iniciado em 1978. Numa primeira fase, entre 1978 e 1981, com a necessidade de imergir “virtualmente” nos museus: o meu querido Mestre Américo Marinho, ele com 70 e eu com 14 anos, emprestava-me estampas de artistas portugueses e internacionais para eu observar, estudar e interpretar, desenhando e pintando copiosamente a partir daquelas imagens impressas, curiosamente também com a indicação para ver as gravuras de Rembrandt que a Biblioteca de Anselmo Braamcamp Freire possui. Estas imagens eram contextualizadas pelo próprio Américo Marinho, fazendo ele alusão aos Museus em que as obras se encontravam e quais tinha visto ao vivo. Numa segunda fase, entre 1981 e 1995, imergi realmente nos museus de que Marinho me falava, mas também em muitos outros de arte contemporânea. Em fases posteriores, já com muitas conquistas plásticas assimiladas, portanto, já disponível para refletir e me distanciar das referências museológicas dos primeiros anos, decidi desenvolver um trabalho inteiramente diferente, incluindo incursões na instalação artística com mediação de várias tecnologias e linguagens.

Hoje, como já referido, desenvolvo projetos específicos para Museus e Casas-Museus, tal como sucede com esta exposição, na qual podemos observar imagens que incluem uma reinterpretação gráfica de uma fotografia de grandes dimensões de Braamcamp Freire, diversas alusões a detalhes da biblioteca, incluindo uma pintura com planos de um móvel aqui existente que contém areia de Muxima (Angola), ou então, duas interpretações de uma pintura de Miguel Ângelo Lupi, Meditando ao Luar, título que enxertei na designação desta exposição.

José Quaresma
Dom, 19 maio
16:00
a Ter, 30 Jul 2024
17:30

Casa Pedro Álvares Cabral/Casa do Brasil


Exposição Silva Palmeira, 90 anos de vida e arte Homenagem de Santarém ao pintor Silva Palmeira
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Silva Palmeira, 90 anos de vida e arte
Exposição "Silva Palmeira, 90 anos de vida e arte"

HOMENAGEM DE SANTARÉM AO PINTOR SILVA PALMEIRA

Santarém, Casa do Brasil (19 de maio a 30 de Julho)

Dia 19 de Maio (Domingo) - 16h00

— Homenagem Municipal ao escalabitano Silva Palmeira, no 90º Aniversário

— Lançamento de uma serigrafia no contexto da homenagem a Silva Palmeira. Centro Português de Serigrafia

— Inauguração da Exposição “Silva Palmeira, 90 anos de vida e arte” alusiva à sua obra

— Beberete

Biografia Silva Palmeira

1934 - Nasce em Santarém a 19 de Maio de 1934, Carlos Alberto da Silva. Fica órfão da mãe à nascença. Desde muito novo adota o nome artístico Silva Palmeira.

Trabalha em cerâmica artística como pintor na fábrica de louças domésticas, artísticas e regionais de António Inês Ferreira conhecida por «Maritália», na Senhora da Guia, Santarém, atividade que manteve de 1948 até 1954. Enquanto um dos vários trabalhadores desta fábrica de faianças, assina com as siglas CS [Carlos Silva] e SP [Silva Palmeira]. Dedica-se também à escultura.

1957-1958 - Expõe pela primeira vez em Goa, na 1ª Exposição de Artes Plásticas, de que foi organizador e curador.

Pinta o teto da Capela Militar de Ribandar, em Pangim, mas o trabalho ficou por acabar.

1962 - Exposição de Motivos Ribatejanos na Casa do Ribatejo, em Lisboa onde expõe trabalhos seus. Em Santarém, priva com os poetas Herberto Hélder e António José Forte, então responsáveis pela Biblioteca Móvel da FCG.

1963 - Primeira exposição individual (Abril), no Salão de Turismo, em Santarém. Neste ano organiza e participa a Exposição de Pintura de Artistas Ribatejanos, no Salão da Camionagem Ribatejana, acabado de construir. Entre os pintores desta mostra constavam A. Braz Ruivo, Cadima Tavares, Dionísio Anjos, Francisco Vilela e o jovem Vasco Andrade Rodrigues, que já apresentara trabalhos com ele em 1962. Em Santarém tem ateliê, na Travessa da Roda.

1966 - Visita o Louvre, o Museu de Arte Moderna e o Pavilhão dos Impressionistas do Jardin des Tuileries, para ver as retrospectivas de Picasso e de Edward Pignon (1905-1993), este último da Nova Escola de Paris. Conhece pessoalmente o pintor Pignon. Viagem Paris-Praga. Visita a Bélgica e a Espanha. Deixa vários trabalhos em coleções particulares.

1967 - Regressa de Paris. Fixa-se temporariamente na Nazaré, vila piscatória onde mantém ateliê, com Cadima Tavares. Descobre a relação entre as linhas curvas dos Delaunay e os barcos de pesca daquela vila piscatória. Expõe colectivamente em Monte-Real e na Comissão Municipal de Turismo da Nazaré, com Cadima Tavares.

Exposição de Pintura em Santarém, no Círculo Cultural Scalabitano – Silva Palmeira 67, cujo catálogo abriga um inédito do poeta surrealista António José Forte. Palmeira oferece-lhe o óleo Metamorfose. De 1964 a 1971, Silva Palmeiro vive o seu período experimental, sempre com inúmeras novidades estéticas e influências pictóricas, incluindo a pintura com colagens.

1970-1971 - Exposições colectivas em Oceanside, San-Diego na Califórnia e San-Angelo no Texas, organizadas pela Galeria Sesimbra de Lisboa. Exposições colectivas na Galeria Vilamoura e no Hotel Balaia em Albufeira (Algarve). Exposição na Galeria Portimão no Algarve. Exposição colectiva de Arte Portuguesa Contemporânea no The Barclay em Filadélfia (11 a 23 de Outubro), ao lado de Gomes Martins, Manuel Jorge e Querubim Lapa.